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Informativo

Minas lidera ranking nacional de saneamento básico

Os municípios mineiros obtiveram posição de destaque entre as cidades com as melhores condições de saneamento básico em todo o Brasil – incluindo o primeiro lugar geral. Os dados fazem parte de um amplo levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil. No total, nove municípios mineiros estão entre as 50 cidades brasileiras com a melhor prestação de serviços públicos de saneamento. O grande destaque é Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que lidera o ranking nacional, de acordo com a pesquisa. Além de Uberlândia, também integram a lista as cidades de Uberaba, como 13ª colocada; Montes Claros, 14ª no ranking; Belo Horizonte, que ficou na 19ª posição; Contagem, em 21º; Betim, 29ª; Juiz de Fora, que é a 37ª colocada; Governador Valadares, no 40ª lugar; e Ribeirão das Neves, 46ª colocada no ranking nacional de saneamento básico. Os dados que mais impactam na avaliação dos municípios são os percentuais de água tratada de cada um deles, em relação à população, bem como de coleta e tratamento de esgoto. O ranking do Instituto Trata Brasil, que é publicado desde 2007 – sempre com dados dos dois anos anteriores, fornecidos pelo próprio governo federal –, considera três grupos de análise (nível de cobertura, melhora da cobertura e nível de eficiência dos serviços) nos quais estão compreendidos os indicadores de avaliação. O estudo divulgado nesta terça-feira (1º) se baseia em dados de 2011 – os mais recentes disponíveis – do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, do Ministério das Cidades. Em relação à água tratada, de acordo com o instituto, as cidades mais bem colocadas no ranking nacional, incluindo os nove municípios mineiros, atingiram índice de 92,2% de eficiência na prestação destes serviços públicos – taxa consideravelmente superior à média nacional, que é de 82,4%. Quanto à coleta de esgoto, os municípios que lideram o ranking atendem, em média, 61,4% da população – índice também superior à média do país, que é de 48,1%. Já a taxa de tratamento de esgoto ficou em 38,5% nas cidades mais bem colocadas, enquanto, no Brasil, a média foi de 37,5%. De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, os números positivos apontados na pesquisa são um reflexo dos investimentos realizados pelo Governo de Minas na área de saneamento básico nos últimos anos. “Desde 2003, o Estado definiu objetivos que priorizariam o investimento em ações no saneamento, prova disso é o salto na locação de recursos nesta área. O valor anual investido em saneamento pela Copasa passou de R$184 milhões entre 1992 e 2002 para R$827 milhões entre 2006 e 2012”, afirmou o secretário. Bilac Pinto acredita que até 2016 os índices na área de saneamento serão ainda mais positivos devido ao Programa Água da Gente que prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões. Os números, segundo o secretário, atestam o êxito dos projetos e ações voltados à qualidade de vida da população. O Governo de Minas estabeleceu o saneamento básico como uma política pública prioritária. O ProMunicípio, que prevê investimentos de R$ 2,1 bilhões para este ano, também fortalecerá os serviços de saneamento básico em Minas. Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a pesquisa mostra que o desempenho de Minas tende a avançar ainda mais nos próximos anos. “De um modo geral, Minas Gerais, São Paulo e Paraná caminham para a universalização do saneamento básico”, explicou, em entrevista publicada no site do instituto. Ao destacar a importância da prestação de serviços públicos de qualidade, Édison Carlos lembrou que o desenvolvimento das cidades está diretamente ligado ao tratamento adequado de água e esgoto. “O saneamento básico é um critério decisivo para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, afirmou. Os dados do Instituto Trata Brasil corroboram pesquisa divulgada no dia 27 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2012 (PNAD) revelaram que o estado de Minas Gerais está próximo de alcançar a universalização do saneamento básico. Segundo a PNAD, o percentual médio de moradias com acesso à rede coletora de esgoto chega a 77,3% em Minas, enquanto no Brasil essa taxa é de 57,1%. Quanto ao abastecimento de água por rede geral, em Minas Gerais a média de domicílios atendidos chega a 86,3%, contra 85,4% no país.

 

Fonte: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-Seção Minas Gerais (ABES-MG)

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